Existem coisas que nós só aprendemos depois que as vivemos. Na adolescência
temos a idéia de que vamos descobrir um jeito especial de viver, de forma
que só teremos prazer e felicidade. Quando os problemas aparecem, ficamos
desesperados. No começo, a tendência é culpar os outros.
Responsabilizamos os pais, o ser amado, os chefes; depois culpamos a nós
mesmos e ficamos procurando o que está errado conosco, o tempo todo. É um
período em que vivemos depressivos, pois não conseguimos encontrar nada de
bom em nós mesmos.
Mais tarde, percebemos que a felicidade é um jeito de viver a vida. Não
simplesmente uma coleção de momentos felizes mas uma postura de compreensão
diante dos acontecimentos de nossa vida. Uma forma de entender que o
sofrimento é inevitável. Assim como o prazer também o é.
De um jeito ou de outro, eles vão aparecer, apesar da nossa maneira de
administrar nossas vidas. Afinal, viver é uma longa caminhada por entre
desertos e oásis, avenidas congestionadas e vales totalmente abertos. São
mistérios que a existência prepara para vivermos e através deles é que nós
nos descobrimos.
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